Tens a arte de sorrir quando o mundo inteiro diz não? Então.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Meu arcanjo anda armado pra me defender!
E com seu corpo fechado põe pra correr
Toda sombra que sisme pousar do meu lado.


Xô tristeza!
O que eu quero é ser feliz.
=D

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Quer saber?



Um plano de fuga à prova de dor, é isso que estou tramando.
E no final das contas, vai, vai ser tudo uma piada.

Retrospectiva 2010 em fevereiro.

É, 2010 mesmo. Findamos o ano de 2009 com 114 postagens. Quase nada do que sentíamos.

Ouvi dizer que, caso queira chorar e cortar seus pulsos, venha jogar uma moeda no Poço dos Desejos. Pode ser, pode ser. Quero dizer que aqui se diz do que se sente. Que se canta os hemisférios, que se bota tudo na mesa e chama um truco de 12 sem doer. Essa é uma retrospectiva 2010. Desde quando se faz esse tipo de coisa apenas de ano em ano? Quero uma de 7 dias, de semana breve, de pouca coisa. Em sete dias se constrói uma vida, se joga tudo pro alto, se faz tudo parar. Dá para se fazer inúmeras perguntas, daquelas onde se quer saber porque o vidro embaça. Respostas? Essas demoram anos. Mas em sete dias se pode até parar no tempo.
Nos últimos sete dias eu cantei os quatro cantos do mundo e contei por horas histórias para criança dormir. Aquele sopro nas narinas eu senti. Eu senti falta. Eu não tive o que queria, mais uma vez.
E janeiro foi o mês do quase. Eu quase não consegui ser mais do que fui.
Eu estou com o coração quase parando. Ele está sentindo falta.


"Começou a faltar a gravidade naquele dia
E o que não se amarrava,
Voava até se perder
Declarado estado de calamidade
E o que se temia
Ninguém explicava
E eu ficava sem entender
Ouvi dizer que tinha a ver
Com a grande mudança no universo
Uma alteração na dimensão de um outro espaço qualquer
Coisa muito difícil pra macaco sabido compreender
E eu que sempre sonhei em voar
Só queria sobreviver
Mas como não sabia o que ia acontecer
Aproveitava e dançava no teto
Feito fred astaire
E o mundo fazia sentido
De pernas pro ar
E o mundo visto ao contrário
Parecia no lugar
Começou a faltar gravidade naquele dia..."
Jay Vaquer.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples... é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

Luís Fernando Veríssimo

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

"Porque que tem que ser assim, se o meu desejo não tem fim..."
O "saber" e o "ser" já foram bens de alto valor moral social. Hoje vivemos os tempos do "ter", em que não importa o que uma pessoa saiba ou faça, mas sim que ela tenha dinheiro (de preferência muito) para pagar por sua ignorância e por suas falhas de caráter.
Mentes perigosas - O psicopata mora ao lado
Ana Beatriz Barbosa Silva

sábado, 2 de janeiro de 2010


E lá vem 2010...
Chegando assim, de mansinho.



Feliz, feliz.
É só o que quero ser!

"Tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saia delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, que parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações..."

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Na sua estante...

(...)
E não adianta nem me procurar, em outros timbres outros risos!
Eu estava aqui o tempo todo só você não viu.

Só por não quero mais te ver.
Só por hoje não vou tomar minha dose de você.
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam...
E essas abstenência uma hora vai passar!
Por que?
Eu não pedi seu carinho, não pedi para aparecer em minha vida e nem fui eu quem fez o convite para aquele passeio!
Por que você me disse tudo aquilo, aquela conversa fiada?
A intenção é me iludir, me magoar ou você nem sabe o que quer... E enquanto isso fica brincando de dizer bobagens.
Por favor, PARE!
Não tenho um coração de pedra para não sentir dor.
E essa angústia de não saber é o que mais me maltrata.
Chega de você.
Chega!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Distância

A diferença entre teu sorriso e o meu. A inconfundível sentença, que insiste em outorgar silêncio ao coração enquanto ele mal consegue respirar com tanto amor.

Um pouco de pessoa pra soprar um pouco de inspiração na vida...



"Há em tudo que fazemos uma razão singular, é que não é o que queremos, faz-se porque vivemos, E VIVER É NÃO PENSAR... Se alguém pensasse na vida, morria de pensamento... por isso a vida vivida, é essa coisa esquecida, entre um momento e um momento... mas nada importa que o seja ou que até deixe de ser, mal é que a moral nos reja, bom é que ninguém nos veja, ENTRE ISSO FICA VIVER..."


Fernando Pessoa

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Acredite...


Às vezes a vida nos prega peças e ficamos em dúvida no que realmente acreditar... "será que vai dar certo? tomara, tomara!" as outras coisas se tornam meio sem sentido, insignificantes até, a única coisa que realmente faz sentido é aquele momento, aquele momento que quero que chegue e que ao mesmo tempo não quero que chegue nunca... tenho medo, tenho medo de não dar certo, mais eu sei que vai dar... e se temos medo é porque sentimos, é porque estamos vivendo, e é nisso que temos que nos espelhar, estamos vivendo e com fé em Deus continuaremos, e nossos momentos, bons ou ruins, não acabarão assim tão rápido, sabe porque? Simplesmente porque estamos apenas começando...acredite! as coisas também dependem um pouco de nossos pensamentos positivos...
Tenha fé, querida amiga, e saiba que sempre estarei aqui... e com certeza estarei no abraço de felicidade quando tivermos a notícia que tudo deu certo!
Amém!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

 
Pressinto que vou envelhecer e verei meu ás de copas sendo vencido pelo zap.


Do you know? For you I'd bleed myself dry, for you I'd bleed myself dry. Por você eu daria todo o meu sangue.

Isso.

Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.


Fabrício Carpinejar.